"Quanto custa um seguro de vida?" é a pergunta mais feita sobre o produto e a que menos recebe resposta direta, porque o preço depende de quem contrata. Mesmo assim, dá para responder com números: abaixo estão as faixas que o mercado pratica em 2026, os seis fatores que movem o preço, uma regra para calcular quanto contratar e o que a lei garante a quem recebe.
Resposta curta
- Para uma pessoa jovem e saudável, R$ 100 mil de capital por morte custam em torno de R$ 15 a R$ 35 por mês. Aos 50 anos, a mesma cobertura fica entre R$ 50 e R$ 120.
- O que mais pesa é a idade; depois, o valor do capital, as coberturas adicionais, o sexo, a profissão e o tabagismo.
- O capital pago à família é isento de imposto de renda, não entra no inventário e não pode ser penhorado.
Quanto custa um seguro de vida por mês em 2026?
Os valores abaixo são estimativas de mercado para a cobertura básica (morte por qualquer causa), não fumante, sem doenças declaradas, reunidas de simuladores e tabelas públicas de seguradoras. Servem para você ter ordem de grandeza antes de pedir cotação; o preço real sai do questionário e varia bastante entre seguradoras, o que é exatamente o motivo de cotar em mais de uma.
Prêmio mensal estimado, cobertura de morte, não fumante
| Idade | Capital de R$ 100 mil | Capital de R$ 300 mil |
|---|---|---|
| 25 a 30 anos | R$ 15 a R$ 35 | R$ 35 a R$ 90 |
| 35 a 40 anos | R$ 20 a R$ 50 | R$ 50 a R$ 140 |
| 45 a 50 anos | R$ 50 a R$ 120 | R$ 130 a R$ 330 |
| 55 a 60 anos | R$ 110 a R$ 250 | R$ 300 a R$ 700 |
| 65 anos ou mais | R$ 250 a R$ 500 | R$ 700 a R$ 1.400 |
Faixas ilustrativas para 2026. Mulheres costumam pagar menos que homens da mesma idade; fumantes pagam bem mais. Coberturas adicionais (invalidez, doenças graves, DIT, funeral) somam ao valor.
Uma regra de bolso que funciona para quem tem até uns 40 anos: R$ 10 a R$ 30 por mês a cada R$ 100 mil de capital. A partir dos 45 a curva sobe mais rápido, porque o risco estatístico de morte dobra a cada dez anos, aproximadamente. É por isso que contratar cedo custa pouco e esperar custa caro.
O que faz o preço do seguro de vida subir ou cair?
1. Idade
É o fator de maior peso, e o único que só piora com o tempo. Na maioria dos planos individuais o prêmio é reajustado quando você muda de faixa etária, além da correção pela inflação. Alguns produtos travam o preço por 5, 10 ou 20 anos, mais caros no início e mais previsíveis depois. Pergunte sempre qual é a regra de reajuste da apólice.
2. Capital segurado
O valor que a família recebe. O preço cresce quase na mesma proporção: R$ 300 mil custam perto de três vezes R$ 100 mil. Como calcular quanto contratar está mais abaixo.
3. Coberturas adicionais
Morte por qualquer causa é a base. Sobre ela entram, cada uma com o seu custo:
- Invalidez permanente por acidente (IPA): paga a você, em vida, se um acidente deixar sequela permanente.
- Doenças graves: paga um valor na diagnose de câncer, infarto, AVC e outras doenças listadas, para custear tratamento e afastamento.
- Diária por incapacidade temporária (DIT): paga uma diária enquanto você não pode trabalhar por doença ou acidente. É a cobertura mais importante para autônomos e profissionais liberais, que não têm salário quando param.
- Assistência funeral: cobre ou reembolsa o funeral, do segurado e às vezes da família.
4. Sexo
Mulheres vivem mais, em média, e por isso pagam menos pela mesma cobertura de morte. Em DIT e doenças graves a diferença pode se inverter em algumas faixas.
5. Profissão e hábitos
Atividades com mais risco de acidente (trabalho em altura, transporte, segurança) e esportes como mergulho, paraquedismo e motociclismo podem elevar o prêmio ou exigir cobertura específica. Dirigir moto no dia a dia costuma ser perguntado.
6. Saúde e tabagismo
O questionário pergunta sobre doenças, cirurgias, medicamentos e fumo. Fumante paga bem mais caro. Aqui vale a regra de ouro: responda com exatidão. Pela Lei 15.040/2024, omitir de propósito um fato perguntado de forma clara faz perder a cobertura (art. 44, § 1º); omissão por descuido reduz o capital na proporção do prêmio não pago (art. 44, § 2º). Em compensação, se o contrato tem carência, a seguradora não pode negar o pagamento alegando doença preexistente (art. 118, § 4º).
Quanto de cobertura de seguro de vida contratar?
O número certo não é "o que cabe no bolso", é o que a família precisaria para se reorganizar sem você. Uma conta simples, em três passos:
- Renda a repor. Multiplique a renda anual de quem sustenta a casa por 5 a 10, conforme a idade dos dependentes. Filhos pequenos pedem o número maior.
- Dívidas que ficariam. Some o saldo do financiamento do imóvel ou do carro, do consórcio e de empréstimos que não tenham seguro prestamista.
- Reservas que já existem. Desconte poupança, previdência e outros seguros, inclusive o seguro de vida em grupo que a empresa paga, se houver.
Exemplo. Renda de R$ 6 mil por mês (R$ 72 mil por ano), dois filhos pequenos, R$ 150 mil de financiamento e R$ 40 mil guardados: 7 × 72 mil = 504 mil + 150 mil − 40 mil ≈ R$ 600 mil de capital. Aos 35 anos, não fumante, isso custa algo entre R$ 100 e R$ 280 por mês nas faixas acima — menos que muita gente paga de TV por assinatura.
Quem não tem dependentes contrata menos capital de morte e mais proteção para si: invalidez, doenças graves e, se for autônomo, DIT.
Calculadora
Calcule o capital de seguro de vida ideal
Uma parte importante do capital é pagar o inventário e o ITCMD sem vender bens. Informe o patrimônio, os herdeiros e o estado e veja o capital mínimo para cobrir essa conta; some a isso a renda que a família precisa.
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Seguro de vida paga imposto de renda ou entra na herança?
Três regras tornam o seguro de vida diferente de qualquer outro jeito de deixar dinheiro para a família:
- Não entra no inventário. O capital pago por morte não é considerado herança para nenhum efeito (Lei 15.040/2024, art. 116). Vai direto ao beneficiário indicado, em semanas, sem partilha nem alvará.
- É impenhorável e não paga dívidas do falecido (art. 122). Credores do segurado não alcançam o capital.
- É isento de imposto de renda (Lei 7.713/1988, art. 6º, XIII). O beneficiário recebe o valor cheio.
E há prazo para a seguradora: 30 dias para responder ao aviso de sinistro e mais 30 para pagar, com multa de 2%, juros e correção se atrasar (arts. 86 a 88). Explicamos o passo a passo em como receber o seguro de vida de um falecido.
Seguro de vida individual, em grupo ou pelo banco: qual escolher?
- Individual: você escolhe capital, coberturas e beneficiários; o contrato é seu e não depende de emprego. É o mais flexível e o que faz sentido para quem tem dependentes.
- Em grupo, pela empresa: barato ou gratuito, e em muitas categorias obrigatório por convenção coletiva (veja as convenções da Bahia). O limite é que o capital costuma ser baixo e a cobertura acaba quando você sai da empresa. Serve como base, não como plano único.
- Pelo banco ou cartão: prático, mas em geral com capital pequeno e sem comparação de preço. Vale conferir o que você já tem antes de contratar outro.
Quatro erros que encarecem ou esvaziam o seguro
- Escolher pelo prêmio mais baixo sem olhar o capital e as exclusões. R$ 20 por mês podem ser um ótimo seguro de R$ 100 mil ou um seguro de R$ 10 mil com dez exclusões.
- Não indicar beneficiários ou não atualizar depois de casar, separar ou ter filhos. Sem indicação, a lei divide entre cônjuge e herdeiros, o que nem sempre é o que você queria.
- Esperar "ficar mais velho". Cada década de espera multiplica o preço, e um diagnóstico no meio do caminho pode fechar portas.
- Contratar em uma seguradora só. A diferença de preço para o mesmo perfil chega a mais de 50% entre seguradoras. Cotar em várias é o trabalho da corretora e não custa nada para você.
Como a CMA ajuda
A CMA cota o seguro de vida em várias seguradoras da rede Seguralta com o mesmo questionário, apresenta as opções lado a lado, com capital, coberturas, carências e regra de reajuste, e ajuda a calcular o capital pelo método acima. Para autônomos e profissionais liberais, montamos a combinação com DIT; para empresas, cuidamos do seguro em grupo exigido pela convenção coletiva. Cotação sem compromisso: a corretora é remunerada pela seguradora, não por você.
Perguntas frequentes
Seguro de vida tem imposto de renda?
O capital pago aos beneficiários por morte é isento de imposto de renda (Lei 7.713/1988, art. 6º, XIII). O prêmio mensal que você paga não é dedutível na declaração.
Seguro de vida entra no inventário?
Não. O capital pago por morte não é considerado herança para nenhum efeito (Lei 15.040/2024, art. 116), vai direto ao beneficiário e não responde por dívidas do falecido. Também é impenhorável (art. 122).
Quanto de cobertura devo contratar?
Uma referência prática é de 5 a 10 vezes a renda anual de quem sustenta a casa, somando dívidas que ficariam para a família (financiamento, consórcio) e descontando reservas já existentes. Para quem não tem dependentes, o foco muda para invalidez, doenças graves e diária por incapacidade.
O preço sobe todo ano?
Na maioria dos planos individuais o prêmio é reajustado anualmente pela mudança de faixa etária e pela inflação, segundo a tabela prevista na apólice. Alguns produtos travam o preço por períodos (5, 10 ou 20 anos). Pergunte sempre qual é a regra de reajuste antes de assinar.
Fumante paga mais caro?
Sim. Nas seguradoras que perguntam sobre tabagismo, o prêmio de fumante costuma ser bem maior que o de não fumante para a mesma idade e capital. Omitir o tabagismo no questionário, se for perguntado de forma clara, pode reduzir ou cancelar a cobertura.
Quer cotar o seu seguro de vida?
Diga sua idade, se fuma e quanto quer deixar para a família. A gente cota em várias seguradoras e mostra as opções lado a lado, sem compromisso.
Prefere que a gente chame?
Deixe seus dados e a CMA chama você no WhatsApp
Diga sua idade e o seu WhatsApp. A gente cota em várias seguradoras e manda capital, coberturas e preço lado a lado, sem compromisso.

CMA Corretora de SegurosFranquia oficial da rede Seguralta, com sede em Salvador e atendimento em todo o Brasil. Seguros, consórcio e financiamento, com cotação em mais de 50 seguradoras.
Fontes
- Lei nº 15.040/2024 — Lei do Contrato de Seguro (arts. 44, 45, 86 a 88, 116, 118 a 120, 122)
- Lei nº 7.713/1988, art. 6º, XIII — isenção do IR sobre o capital de seguro de vida
- Conversion/Folha de Valinhos — buscas por "seguro de vida" passam de 1 milhão em 12 meses (2025)
- Faixas de preço: estimativas de mercado reunidas de simuladores e tabelas públicas de seguradoras em 2026 (valores ilustrativos; a cotação depende do questionário)