O celular virou carteira, banco, agenda e ferramenta de trabalho. Perder o aparelho custa caro, e perder o acesso ao que está nele pode custar ainda mais. Este guia explica o que o seguro celular cobre de verdade, a diferença entre furto simples e qualificado, como funciona a franquia, quanto custa e o que muda entre as seguradoras com que a CMA trabalha: Porto Seguro, Pier e Zurich.
Resposta curta
- Vale a pena quando o aparelho é caro, é ferramenta de trabalho ou você circula por lugares com muito roubo e furto. Salvador e Lauro de Freitas estão entre as cinco cidades do país com maior taxa desse crime.
- Leia as coberturas, não só o preço. Roubo e furto qualificado são o básico. Quebra acidental, líquido e furto simples (sem vestígio) só entram nos planos mais completos.
- Franquia é a parte que fica com você no sinistro. Pode ser zero ou de 20% a 40% do prejuízo, conforme a seguradora e o plano.
- Nas três seguradoras da CMA não há carência: a proteção começa com a emissão da apólice.
- Pix e transações após o roubo entram nos planos mais completos da Porto Seguro e da Zurich, e é aí que costuma estar o maior prejuízo.
Seguro celular vale a pena?
A conta tem três partes: quanto custaria trocar o aparelho amanhã, qual o risco de você precisar e quanto custa o seguro. Se repor o celular sem aviso desequilibraria o seu mês, o seguro faz sentido. Se você trocaria sem aperto, ele compensa menos.
O risco, em Salvador, não é pequeno. Pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, com dados de 2025, Salvador teve a 4ª maior taxa de roubos e furtos de celular do país (1.195 por 100 mil habitantes) e Lauro de Freitas, a 5ª (1.144). No Brasil foram mais de 830 mil celulares levados no ano, cerca de 95 por hora.
O seguro tende a valer mais a pena para quem:
- tem aparelho de valor alto, como iPhone ou Galaxy das linhas mais caras;
- usa o celular para trabalhar (vendas, entregas, atendimento, aplicativos de transporte);
- anda de ônibus, metrô, vai a shows, ao Carnaval ou a jogos;
- tem histórico de quedas e telas quebradas;
- comprou o aparelho parcelado e ainda está pagando.
O que o seguro celular cobre
Cada plano combina coberturas diferentes. Antes de comparar preço, confira quais destas estão incluídas:
Coberturas do seguro celular
| Cobertura | O que é | Exemplo |
|---|---|---|
| Roubo | Quando há ameaça ou violência | Assalto na rua ou no ônibus |
| Furto qualificado | Sem você perceber, mas com vestígio | Bolsa cortada, carro ou casa arrombados |
| Furto simples | Sem você perceber e sem vestígio | Celular some do bolso no meio da multidão |
| Quebra acidental | Dano por acidente | Queda, tela trincada, entrada de carregador danificada |
| Danos por líquido | Oxidação ou pane por contato com água ou outro líquido | Celular que caiu na piscina ou levou chuva |
| Transações digitais e Pix | Movimentações indevidas feitas após o roubo ou furto | Pix feito pelo ladrão com o seu aparelho |
Perda e esquecimento quase nunca são cobertos. Capas, carregadores e fones costumam ficar de fora.
Furto simples x furto qualificado: o ponto que mais gera reclamação
A diferença parece técnica, mas decide se você recebe ou não. No furto qualificado há prova de que alguém forçou: a bolsa rasgada, o vidro do carro quebrado. No furto simples, o celular simplesmente some, sem vestígio. Muitos seguros só cobrem o qualificado, e, segundo a FenSeg, essa é a principal causa de reclamações de quem tenta acionar o seguro.
Se você anda muito em lugares cheios, onde o celular pode sumir do bolso sem você notar, prefira um plano que inclua furto simples.
Seguro celular com cobertura para Pix e transações após o roubo
Quem tem o celular roubado logo descobre que o aparelho é a parte menor do problema. Com o telefone desbloqueado, ou com senhas fáceis de adivinhar, o ladrão tenta fazer Pix, transferências, compras e empréstimos nos aplicativos do banco, e o prejuízo pode passar muito do valor do celular.
Por isso os planos mais completos de seguro celular passaram a incluir a cobertura de transações digitais e Pix. Ela indeniza movimentações indevidas feitas a partir do aparelho depois de um roubo ou furto coberto, até o limite contratado e conforme as condições do plano. Entre as seguradoras da CMA:
- Porto Seguro: no plano Quebra + Roubo + Furto Simples + Transações Digitais e Pix, o mais completo da linha.
- Zurich: no plano superior, que soma roubo, furto, danos por queda e líquido e transações digitais e Pix.
Seguro Pix do banco x seguro celular com cobertura para Pix
Muitos bancos vendem um "seguro Pix" no próprio aplicativo. Ele costuma proteger só a conta daquele banco, em situações previstas no contrato, como transferências feitas sob coação. A cobertura de transações do seguro celular parte do outro lado: protege as movimentações indevidas feitas a partir do aparelho roubado ou furtado, nas condições e no limite da apólice. Os dois podem se complementar. Antes de contratar, confira na cotação quais transações e contas entram e qual é o limite.
Mesmo com seguro, o que mais reduz o prejuízo é agir rápido: veja o passo a passo em Se o celular for roubado.
Franquia do seguro celular: quanto você paga e opção sem franquia
Franquia (ou participação obrigatória) é a parte do prejuízo que fica com você quando aciona o seguro. Pode ser um percentual do valor do aparelho ou um valor fixo. Se a indenização for em dinheiro, a franquia é descontada; se for por troca do aparelho, você paga a franquia para receber o novo.
Exemplo: celular indenizado por R$ 4.000 com franquia de 25%. Você recebe R$ 3.000 e arca com R$ 1.000.
Na prática, franquia menor costuma significar mensalidade maior, e vice-versa. Também existe seguro celular sem franquia, como o da Pier, mas sem cobertura de quebra.
Carência, nota fiscal e celular usado
Carência é o período após a contratação em que o seguro ainda não cobre. Nas três seguradoras com que a CMA trabalha não há carência: a proteção começa com a emissão da apólice, depois da aprovação da contratação e, quando exigida, da vistoria digital do aparelho.
A idade e a documentação do aparelho definem onde você pode contratar. A Porto Seguro aceita aparelhos com até 24 meses da compra, com comprovante de aquisição. A Zurich aceita aparelhos com até 2 anos, após vistoria digital. A Pier aceita celular usado e sem nota fiscal, informando IMEI, modelo e capacidade. Em qualquer caso, o comprovante de compra ajuda muito na hora de acionar o seguro.
Porto Seguro, Pier e Zurich: o que muda
A CMA cota seguro celular nessas três seguradoras. Elas têm propostas bem diferentes, e a melhor depende do seu aparelho e do que você mais teme: assalto, sumiço ou queda.
Comparativo das seguradoras (condições conferidas em novembro de 2026)
| Porto Seguro | Pier | Zurich | |
|---|---|---|---|
| Roubo e furto qualificado | Sim, em todos os planos | Sim | Sim |
| Furto simples | Nos planos mais completos | Sim | Conforme o plano |
| Quebra acidental | Nos planos com quebra | Não | Nos planos completos |
| Danos por líquido | Nos planos com quebra | Não | Nos planos completos |
| Transações digitais e Pix | No plano mais completo | Não informado | No plano mais completo |
| Franquia | 25% do prejuízo; 20% com o app e a localização ativados | Sem franquia | Escolhida na contratação, de 25% a 40% |
| Carência | Não há | Não há | Não há |
| Aparelho aceito | Até 24 meses da compra, com comprovante | Novo ou usado, inclusive sem nota fiscal | Até 2 anos, com vistoria digital |
| Cobertura no exterior | Sim, para residentes no Brasil | Confirmar na cotação | Sim |
As condições variam por plano e podem mudar. Na cotação, a CMA confirma as coberturas e a franquia exatas para o seu aparelho antes de você contratar.
Porto Seguro
Tem quatro planos que vão somando coberturas: Roubo (roubo e furto com arrombamento), Quebra + Roubo (inclui quebra acidental, curto-circuito e oxidação por líquido), Quebra + Roubo + Furto Simples e o plano mais completo, que inclui ainda transações digitais e Pix indevidos após roubo ou furto. A franquia é de 25% e cai para 20% com o app da Porto instalado e a localização ativada. Aceita aparelhos com até 24 meses de uso na contratação, cobre no exterior para quem mora no Brasil e indeniza em dinheiro, o que deixa você escolher o novo aparelho.
Pier
É a opção mais enxuta: cobre roubo, furto qualificado e furto simples, sem franquia e sem carência, mas não cobre quebra nem danos por líquido. Aceita aparelhos usados e sem nota fiscal, informando IMEI, modelo e capacidade, e a contratação e o pagamento são mensais, no cartão de crédito. Faz sentido para quem tem mais medo de assalto e sumiço do que de queda.
Zurich
Tem planos que vão do econômico (roubo e furto) ao completo (com danos por queda e líquido) e a um plano superior com transações digitais e Pix. Você escolhe a faixa de franquia na contratação: franquia maior, mensalidade menor. Aceita aparelhos com até 2 anos, após vistoria digital, e oferece reposição por aparelho igual ou similar ou indenização em dinheiro.
Quanto custa um seguro de celular
O preço é calculado aparelho a aparelho. O que mais pesa:
- Valor e modelo do celular: quanto mais caro o aparelho e o conserto, maior o prêmio. iPhone e Galaxy das linhas mais caras custam mais para segurar.
- Coberturas escolhidas: planos só de roubo e furto são bem mais baratos que os completos, com quebra e líquido.
- Franquia: franquia maior reduz a mensalidade.
- Forma de pagamento: mensal, no cartão, ou anual, à vista ou parcelado.
Como referência, planos de roubo e furto começam em torno de R$ 20 por mês para modelos mais simples. Planos completos para aparelhos caros custam bem mais e, ao longo de um ano, podem somar uma parcela relevante do valor do celular. Por isso vale cotar o seu modelo nas três seguradoras e comparar o pacote inteiro (coberturas, franquia e preço), não só a mensalidade.
Seguro para iPhone
O iPhone tem busca própria por um motivo: é o aparelho mais visado e um dos mais caros para consertar. Uma troca de tela fora da garantia pode custar uma fração grande do preço do aparelho. Para iPhone, costuma valer a pena incluir quebra acidental e, se você anda em lugares cheios, furto simples. Lembre que as seguradoras limitam a idade do aparelho na contratação, então o melhor momento para fazer o seguro é logo depois da compra.
Como escolher o melhor seguro celular
- Pense no seu maior risco. Assalto e sumiço? Plano com furto simples. Quedas frequentes? Plano com quebra acidental.
- Compare o pacote, não só o preço. Um seguro barato que não cobre furto simples pode não pagar no caso mais comum.
- Olhe a franquia em reais. Faça a conta com o valor do seu aparelho para saber quanto ficaria com você.
- Confira a idade e a documentação do aparelho. Nota fiscal, IMEI e tempo de uso definem em quais seguradoras você pode contratar.
- Veja se cobre no exterior, se você viaja. Para a viagem em si, leia também quando o seguro viagem é obrigatório.
- Considere a cobertura para Pix e transações, se você usa banco e carteiras digitais no celular.
Se o celular for roubado: o que fazer
- Bloqueie a linha com a operadora e o aparelho pelo IMEI.
- Bloqueie bancos e aplicativos de pagamento e troque as senhas do e-mail e das redes sociais.
- Registre o boletim de ocorrência. Na Bahia, muitos casos podem ser registrados pela Delegacia Digital da SSP-BA.
- Avise a seguradora o quanto antes, com o BO, o IMEI e o comprovante de compra.
Dica: anote o IMEI hoje. Ele aparece discando *#06# e na caixa do aparelho. Guarde também a nota fiscal e uma foto da caixa.
Seus direitos: o seguro precisa ter preço separado do aparelho e não pode ser condição para desconto na compra; isso é venda casada. Se contratar pela internet ou fora da loja, você pode desistir em até 7 dias, com devolução integral. Problemas com a seguradora vão primeiro à Ouvidoria dela e, depois, à SUSEP.
Perguntas frequentes
Seguro celular vale a pena?
Vale quando perder o aparelho pesaria no seu bolso, ou quando ele é ferramenta de trabalho, e quando você circula por lugares com muito roubo e furto, como Salvador e Lauro de Freitas, que estão entre as cinco cidades do país com maior taxa desse crime. Para aparelhos baratos, ou quando você conseguiria trocar sem aperto, o seguro tende a compensar menos.
O que o seguro celular cobre?
Depende do plano. Os planos básicos cobrem roubo (com ameaça ou violência) e furto qualificado (com vestígios, como bolsa cortada). Planos mais completos incluem quebra acidental, danos por líquido e furto simples, que é quando o celular some sem vestígio. Perda e esquecimento quase nunca são cobertos.
Qual a diferença entre furto simples e furto qualificado?
No furto qualificado há vestígio, como bolsa rasgada, vidro do carro quebrado ou porta arrombada. No furto simples o celular desaparece sem que você perceba e sem vestígio, como no bolso no meio da multidão. Muitos seguros só cobrem o qualificado, e esse é o principal motivo de reclamação, segundo a FenSeg.
Quanto custa um seguro de celular?
Depende do valor do aparelho, das coberturas e da franquia. Planos só de roubo e furto saem a partir de cerca de R$ 20 por mês para modelos mais simples. Planos completos, com quebra e líquido, costumam custar uma parcela relevante do valor do aparelho por ano. O jeito certo de saber é cotar com a marca, o modelo e a capacidade.
O seguro celular cobre Pix e transações feitas pelo ladrão?
Nos planos mais completos, sim. A Porto Seguro e a Zurich têm planos com cobertura para transações digitais e Pix indevidos feitos a partir do aparelho depois de um roubo ou furto coberto, até o limite contratado. É diferente do seguro Pix vendido pelo banco, que costuma proteger só a conta daquele banco.
Existe seguro celular sem franquia?
Sim. Na Pier, por exemplo, não há franquia, mas o seguro cobre roubo e furto, sem quebra acidental. Na Porto Seguro a franquia é de 25% do prejuízo e cai para 20% com o app instalado e a localização ativada. Na Zurich, você escolhe a faixa de franquia na contratação. Franquia menor costuma significar mensalidade maior.
Seguro celular tem carência?
Nas três seguradoras com que a CMA trabalha (Porto Seguro, Pier e Zurich), não há carência: a proteção começa com a emissão da apólice, depois da aprovação da contratação e, quando exigida, da vistoria digital do aparelho.
Posso fazer seguro de celular usado ou sem nota fiscal?
Depende da seguradora. A Porto Seguro aceita novas contratações de aparelhos com até 24 meses da compra e pede comprovante de aquisição. A Zurich aceita aparelhos com até 2 anos, após vistoria digital. A Pier aceita aparelhos usados e sem nota fiscal, informando IMEI e modelo.
Quer saber quanto fica para o seu celular?
Diga a marca, o modelo, a capacidade e quando você comprou o aparelho. A gente cota na Porto Seguro, na Pier e na Zurich e mostra as coberturas e a franquia de cada uma lado a lado, sem compromisso.
Prefere que a gente chame?
Deixe seus dados e a CMA chama você no WhatsApp
Informe o modelo do celular e o seu WhatsApp. A gente cota na Porto Seguro, na Pier e na Zurich e manda as opções com coberturas e franquia lado a lado, sem compromisso.

CMA Corretora de SegurosFranquia oficial da rede Seguralta, com sede em Salvador e atendimento em todo o Brasil. Seguros, consórcio e financiamento, com cotação em mais de 50 seguradoras.
Fontes
- Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 (dados de 2025): Salvador e Lauro de Freitas entre as cidades com maior taxa de roubos e furtos de celular — A Tarde, 23/07/2026
- Porto Seguro — Seguro Celular: planos, franquia, idade do aparelho e cobertura no exterior
- Porto Seguro — O que está coberto no seguro celular
- iDinheiro — Seguro celular Pier: coberturas, franquia e aparelhos aceitos (atualizado em 02/10/2026)
- iDinheiro — Zurich Seguro Celular: coberturas, planos e franquia (atualizado em 12/08/2026)
- FenSeg — Cartilha Entenda o Seu Seguro: celulares e equipamentos eletrônicos portáteis
- InfoMoney — Seguro para celular: como funciona, quanto custa e o que cobre (06/03/2025)