"Seguro viagem é obrigatório?" tem duas respostas: a da lei do país para onde você vai e a da conta de hospital que você não quer pagar. Este guia separa as duas. Mostra onde o seguro é exigido na entrada, o que vale para brasileiros na Europa, o que o seguro do cartão de crédito cobre de verdade, quanto custa contratar e o que a lei brasileira garante quando você precisa usar.
Resposta curta
- Argentina: obrigatório desde maio de 2025. A imigração pode pedir o comprovante e negar a entrada sem ele.
- Europa (Schengen): exigência formal de 30 mil euros de cobertura para quem precisa de visto. Brasileiros entram sem visto, mas o agente pode pedir comprovação e, na prática, o seguro é tratado como obrigatório.
- Cartão Black ou Infinite: vale, desde que a passagem tenha sido paga com o cartão e o certificado seja emitido antes do embarque. Leia os limites.
- Estados Unidos e a maioria dos destinos: não é exigido na fronteira, mas uma internação custa o preço de um carro. Contrate.
Onde o seguro viagem é obrigatório?
Seguro viagem por destino
| Destino | É exigido na entrada? | Cobertura médica recomendada |
|---|---|---|
| Argentina | Sim, desde maio de 2025 (Decreto 366/2025) | US$ 30 mil ou mais |
| Europa (Schengen) | Exigido de quem precisa de visto; brasileiros podem ter de comprovar na fronteira | 30 mil euros, com repatriação |
| Cuba | Sim, conferido na chegada | Conforme a exigência local |
| Estados Unidos | Não | US$ 100 mil ou mais |
| Canadá, Reino Unido, Chile, Uruguai | Não | Recomendado mesmo sem exigência |
Argentina
Desde 29 de maio de 2025, o Decreto 366/2025 mudou a lei de migrações argentina e passou a exigir que estrangeiros comprovem seguro de saúde válido durante toda a estadia. A fiscalização é da imigração, por amostragem, inclusive nas fronteiras terrestres, e quem não apresenta cobertura pode ter a entrada negada. O mesmo decreto acabou com o atendimento gratuito de turistas nos hospitais públicos, exceto emergências: consulta, exame e internação passaram a ser cobrados. O decreto não fixa valor mínimo de cobertura; o mercado recomenda pelo menos US$ 30 mil para despesas médicas.
Vale para Buenos Aires, Bariloche, Mendoza e qualquer destino, por avião, ônibus ou carro. Para quem cruza a fronteira por algumas horas (Foz do Iguaçu → Puerto Iguazú, por exemplo), as orientações oficiais tratam o tráfego de fronteira de forma mais flexível, mas levar o seguro evita discussão no posto.
Europa: o que diz a regra de Schengen
A exigência escrita está no Código de Vistos da União Europeia (Regulamento 810/2009, art. 15): quem pede visto Schengen precisa apresentar seguro médico de viagem com cobertura mínima de 30 mil euros, válido em todos os países do espaço Schengen e durante toda a estadia, incluindo repatriação. Brasileiros não precisam de visto para turismo de até 90 dias a cada 180, então a obrigação do art. 15 não se aplica a eles de forma direta.
Na prática, porém, o agente de fronteira pode exigir comprovação das condições da viagem (passagem de volta, hospedagem, meios de subsistência) e pode pedir o seguro. A fiscalização varia de país para país e de agente para agente; a recomendação de consulados e do próprio Portal Consular do Itamaraty é viajar com seguro de pelo menos 30 mil euros, que é o padrão que qualquer seguradora chama de "plano Schengen". Com uma internação de poucos dias na Alemanha ou na França custando acima de 20 mil euros, a discussão sobre obrigatoriedade perde importância.
Duas novidades que não mudam a regra do seguro, mas confundem viajantes: o EES, registro biométrico de entrada e saída, começou a operar em outubro de 2025; e o ETIAS, a autorização eletrônica de viagem (20 euros, validade de três anos), ainda não tem data confirmada de início: a União Europeia retirou do site oficial a previsão de 2026, e o mais provável é 2027. Quando entrar em vigor, será uma autorização, não um visto, e não dispensa o seguro.
Outros países que exigem
- Cuba: seguro médico obrigatório para entrar, conferido na chegada.
- Países que exigem visto e incluem o seguro entre os documentos (vários da Ásia e do Oriente Médio). Confira o país no Portal Consular do Itamaraty antes de comprar a passagem.
- Cruzeiros e algumas companhias aéreas exigem seguro como condição de embarque, mesmo quando o destino não exige.
Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Chile, Uruguai e a maior parte dos destinos não exigem seguro na fronteira. É justamente nos Estados Unidos que ele faz mais falta: uma diária de hospital passa de US$ 3 mil, e uma emergência simples chega fácil a dezenas de milhares de dólares.
O seguro viagem do cartão de crédito cobre? Sim, com cinco condições
Cartões Mastercard Black, Visa Infinite e alguns Platinum incluem seguro de emergência médica em viagem internacional. Em 2025, a Mastercard ampliou o benefício do Black: a cobertura subiu para US$ 175 mil e passou a valer para qualquer viajante cuja passagem tenha sido paga com o cartão, não só para o titular e dependentes. O Visa Infinite tem benefício equivalente, com valores e regras próprios do guia de benefícios de cada emissor. É um bom seguro, desde que você cumpra as condições:
- A passagem (ou as taxas do bilhete em milhas) foi paga com o cartão elegível. Passagem paga com outro cartão ou por boleto não gera cobertura.
- Você emitiu o certificado antes do embarque, no site da seguradora parceira da bandeira, e leva o documento. Sem certificado não há atendimento nem reembolso.
- A viagem cabe no limite de dias do benefício (em geral 30 a 90 dias por viagem, conforme o cartão).
- Você está dentro da idade máxima. Muitos benefícios reduzem ou excluem cobertura acima de 70 ou 75 anos.
- O que você precisa está coberto. O seguro do cartão costuma excluir doenças preexistentes, gestação avançada, esportes de aventura e, às vezes, cancelamento de viagem e bagagem com valores baixos.
Regra prática. Cartão resolve bem viagens curtas de adultos saudáveis até 69 anos que pagaram a passagem com ele. Para viagens longas, idosos, gestantes, quem tem doença crônica, quem vai esquiar ou mergulhar, e para quem quer cobertura de cancelamento e bagagem, o seguro contratado à parte é mais completo e custa pouco.
Calculadora
O seguro do seu cartão basta para esta viagem?
Marque o que vale para a sua viagem. A calculadora diz se o seguro do cartão deve bastar e, para a Europa, estima quanto custaria um seguro à parte.
Estimativa para a Europa com base em cotações de mercado do fim de 2025 e começo de 2026 (R$ 15 a R$ 25 por dia, por adulto). Não é cotação. Pedir a cotação real pelo WhatsApp →
Quanto custa um seguro viagem?
O preço depende de destino, duração, idade e valor de cobertura. Em cotações de mercado do fim de 2025 e começo de 2026, planos para a Europa com cobertura médica entre US$ 30 mil e US$ 100 mil ficaram entre R$ 15 e R$ 25 por dia para adultos; dez dias saem por algo entre R$ 150 e R$ 250. América do Sul costuma custar menos; Estados Unidos, mais, porque o custo médico é maior. Acima dos 70 anos o preço sobe e algumas seguradoras limitam a idade; viagens longas têm planos anuais multiviagem que compensam a partir de duas ou três viagens por ano.
O que olhar além do preço: valor da despesa médica e hospitalar (30 mil euros é o piso para Europa; para os Estados Unidos, procure US$ 100 mil ou mais), repatriação, atendimento direto na rede (sem você pagar e pedir reembolso depois), cobertura de bagagem, cancelamento e doenças preexistentes, que algumas apólices cobrem em emergência até um limite.
O que a lei brasileira garante quando você precisa usar
- Seguro viagem é seguro, regulado pela SUSEP, e não plano de saúde. Cobre emergências durante a viagem até o limite contratado; tratamento de doença preexistente e consultas de rotina em geral ficam fora, salvo cláusula expressa.
- O contrato segue o Código de Defesa do Consumidor e a Lei 15.040/2024: a seguradora tem até 30 dias para se manifestar sobre a cobertura depois do aviso com os documentos, e mais 30 para pagar o reembolso; se atrasar, incide multa de 2%, juros e correção (arts. 86 a 88). Exclusões devem estar escritas de forma clara e são interpretadas de forma restritiva.
- Guarde tudo: recibos, relatórios médicos, cartões de embarque e o protocolo da central de atendimento. Reembolso sem documento não acontece, em nenhuma seguradora.
- Em caso de negativa, peça a resposta por escrito, recorra à ouvidoria e, se preciso, à SUSEP e ao Judiciário; o beneficiário pode ajuizar no foro do próprio domicílio.
Cinco erros comuns
- Confiar no cartão sem emitir o certificado. É o erro mais caro: a cobertura existe, mas não vale sem o documento emitido antes de viajar.
- Contratar o plano mais barato para os Estados Unidos. US$ 30 mil cobre pouco por lá.
- Não declarar doença crônica. Se a apólice cobre preexistência em emergência, você precisa que ela esteja registrada; se não cobre, vale saber antes.
- Deixar para comprar no aeroporto. Planos de balcão custam mais e cobrem menos; a contratação on-line leva minutos.
- Esquecer a Argentina "porque é perto". Desde 2025 é o vizinho que mais pede o seguro na entrada.
Como a CMA ajuda
A CMA cota seguro viagem para qualquer destino, com cobertura adequada ao país (plano Schengen para a Europa, cobertura alta para os Estados Unidos, seguro de saúde válido para a Argentina) e envia a apólice por WhatsApp em minutos, com instruções de como acionar a central no exterior. Se a viagem for pela agência do nosso grupo, a CMA Viagens (Encontre Sua Viagem Salvador), o seguro já entra no pacote. E quem já tem o seguro do cartão pode mandar o guia de benefícios: a gente confere se ele basta para a sua viagem ou se vale complementar.
Perguntas frequentes
Seguro viagem é obrigatório para a Argentina?
Sim. Desde 29 de maio de 2025, o Decreto 366/2025 exige que estrangeiros comprovem seguro de saúde válido durante toda a estadia; a fiscalização é feita pela imigração e quem não tem pode ter a entrada negada. O atendimento gratuito nos hospitais públicos ficou restrito a emergências.
Brasileiro precisa de seguro viagem para a Europa?
Para quem entra sem visto, como os brasileiros a turismo por até 90 dias, não há exigência expressa na lei de fronteira, mas o agente pode pedir comprovação das condições da viagem e a prática é tratar o seguro como obrigatório, com cobertura mínima de 30 mil euros, que é o valor exigido de quem precisa de visto Schengen. Sem seguro, uma internação na Europa custa dezenas de milhares de euros.
O seguro do cartão de crédito vale como seguro viagem?
Em geral, sim, desde que a passagem (ou as taxas do bilhete em milhas) tenha sido paga com o cartão elegível e que você emita o certificado antes do embarque. Confira o valor da cobertura, o limite de dias por viagem, a idade máxima e as exclusões, como doenças preexistentes e esportes. Leve o certificado impresso: sem ele, não há atendimento.
Quanto custa um seguro viagem?
Depende do destino, da duração, da idade e do valor de cobertura. Em 2026, planos com cobertura médica na faixa de 30 mil euros para a Europa saem em torno de R$ 15 a R$ 40 por dia para adultos até 60 anos; América do Sul costuma ser mais barato e Estados Unidos, mais caro. Idosos e viagens longas pagam mais.
Seguro viagem é a mesma coisa que plano de saúde internacional?
Não. O seguro viagem cobre emergências durante a viagem, até o limite contratado, e em geral exclui tratamento de doenças preexistentes e consultas de rotina. É um seguro regulado pela SUSEP, com reembolso ou pagamento direto à rede, e segue o Código de Defesa do Consumidor.
Vai viajar?
Diga o destino, as datas e quantas pessoas vão. A gente cota o seguro viagem em várias seguradoras e manda as opções, sem compromisso.
Prefere que a gente chame?
Deixe seus dados e a CMA chama você no WhatsApp
Informe a viagem e quem vai viajar. A gente cota o seguro viagem com a cobertura exigida no destino e manda as opções no seu WhatsApp, sem compromisso.

CMA Corretora de SegurosFranquia oficial da rede Seguralta, com sede em Salvador e atendimento em todo o Brasil. Seguros, consórcio e financiamento, com cotação em mais de 50 seguradoras.
Fontes
- Argentina — Decreto 366/2025 (DNU), que exige seguro de saúde de estrangeiros durante a estadia (vigente desde 29/05/2025)
- União Europeia — Regulamento (CE) nº 810/2009 (Código de Vistos), art. 15: seguro médico de viagem com cobertura mínima de 30 mil euros para quem precisa de visto
- União Europeia — portal Travel Europe: ETIAS (situação, taxa e validade)
- Portal Consular do Itamaraty — exigências de entrada por país
- Mastercard Black — ampliação do seguro viagem para qualquer viajante e cobertura de US$ 175 mil (Passageiro de Primeira, 16/07/2025)
- Lei nº 15.040/2024 — Lei do Contrato de Seguro (prazos de regulação e pagamento, arts. 86 a 88)