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Seguro viagem

Seguro viagem é obrigatório? Argentina, Europa e o que o seguro do cartão cobre (2026)

Por CMA CorretoraPublicado em Atualizado em Leitura de 9 min

"Seguro viagem é obrigatório?" tem duas respostas: a da lei do país para onde você vai e a da conta de hospital que você não quer pagar. Este guia separa as duas. Mostra onde o seguro é exigido na entrada, o que vale para brasileiros na Europa, o que o seguro do cartão de crédito cobre de verdade, quanto custa contratar e o que a lei brasileira garante quando você precisa usar.

Resposta curta

  • Argentina: obrigatório desde maio de 2025. A imigração pode pedir o comprovante e negar a entrada sem ele.
  • Europa (Schengen): exigência formal de 30 mil euros de cobertura para quem precisa de visto. Brasileiros entram sem visto, mas o agente pode pedir comprovação e, na prática, o seguro é tratado como obrigatório.
  • Cartão Black ou Infinite: vale, desde que a passagem tenha sido paga com o cartão e o certificado seja emitido antes do embarque. Leia os limites.
  • Estados Unidos e a maioria dos destinos: não é exigido na fronteira, mas uma internação custa o preço de um carro. Contrate.

Onde o seguro viagem é obrigatório?

Seguro viagem por destino

DestinoÉ exigido na entrada?Cobertura médica recomendada
ArgentinaSim, desde maio de 2025 (Decreto 366/2025)US$ 30 mil ou mais
Europa (Schengen)Exigido de quem precisa de visto; brasileiros podem ter de comprovar na fronteira30 mil euros, com repatriação
CubaSim, conferido na chegadaConforme a exigência local
Estados UnidosNãoUS$ 100 mil ou mais
Canadá, Reino Unido, Chile, UruguaiNãoRecomendado mesmo sem exigência

Argentina

Desde 29 de maio de 2025, o Decreto 366/2025 mudou a lei de migrações argentina e passou a exigir que estrangeiros comprovem seguro de saúde válido durante toda a estadia. A fiscalização é da imigração, por amostragem, inclusive nas fronteiras terrestres, e quem não apresenta cobertura pode ter a entrada negada. O mesmo decreto acabou com o atendimento gratuito de turistas nos hospitais públicos, exceto emergências: consulta, exame e internação passaram a ser cobrados. O decreto não fixa valor mínimo de cobertura; o mercado recomenda pelo menos US$ 30 mil para despesas médicas.

Vale para Buenos Aires, Bariloche, Mendoza e qualquer destino, por avião, ônibus ou carro. Para quem cruza a fronteira por algumas horas (Foz do Iguaçu → Puerto Iguazú, por exemplo), as orientações oficiais tratam o tráfego de fronteira de forma mais flexível, mas levar o seguro evita discussão no posto.

Europa: o que diz a regra de Schengen

A exigência escrita está no Código de Vistos da União Europeia (Regulamento 810/2009, art. 15): quem pede visto Schengen precisa apresentar seguro médico de viagem com cobertura mínima de 30 mil euros, válido em todos os países do espaço Schengen e durante toda a estadia, incluindo repatriação. Brasileiros não precisam de visto para turismo de até 90 dias a cada 180, então a obrigação do art. 15 não se aplica a eles de forma direta.

Na prática, porém, o agente de fronteira pode exigir comprovação das condições da viagem (passagem de volta, hospedagem, meios de subsistência) e pode pedir o seguro. A fiscalização varia de país para país e de agente para agente; a recomendação de consulados e do próprio Portal Consular do Itamaraty é viajar com seguro de pelo menos 30 mil euros, que é o padrão que qualquer seguradora chama de "plano Schengen". Com uma internação de poucos dias na Alemanha ou na França custando acima de 20 mil euros, a discussão sobre obrigatoriedade perde importância.

Duas novidades que não mudam a regra do seguro, mas confundem viajantes: o EES, registro biométrico de entrada e saída, começou a operar em outubro de 2025; e o ETIAS, a autorização eletrônica de viagem (20 euros, validade de três anos), ainda não tem data confirmada de início: a União Europeia retirou do site oficial a previsão de 2026, e o mais provável é 2027. Quando entrar em vigor, será uma autorização, não um visto, e não dispensa o seguro.

Outros países que exigem

Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Chile, Uruguai e a maior parte dos destinos não exigem seguro na fronteira. É justamente nos Estados Unidos que ele faz mais falta: uma diária de hospital passa de US$ 3 mil, e uma emergência simples chega fácil a dezenas de milhares de dólares.

O seguro viagem do cartão de crédito cobre? Sim, com cinco condições

Cartões Mastercard Black, Visa Infinite e alguns Platinum incluem seguro de emergência médica em viagem internacional. Em 2025, a Mastercard ampliou o benefício do Black: a cobertura subiu para US$ 175 mil e passou a valer para qualquer viajante cuja passagem tenha sido paga com o cartão, não só para o titular e dependentes. O Visa Infinite tem benefício equivalente, com valores e regras próprios do guia de benefícios de cada emissor. É um bom seguro, desde que você cumpra as condições:

  1. A passagem (ou as taxas do bilhete em milhas) foi paga com o cartão elegível. Passagem paga com outro cartão ou por boleto não gera cobertura.
  2. Você emitiu o certificado antes do embarque, no site da seguradora parceira da bandeira, e leva o documento. Sem certificado não há atendimento nem reembolso.
  3. A viagem cabe no limite de dias do benefício (em geral 30 a 90 dias por viagem, conforme o cartão).
  4. Você está dentro da idade máxima. Muitos benefícios reduzem ou excluem cobertura acima de 70 ou 75 anos.
  5. O que você precisa está coberto. O seguro do cartão costuma excluir doenças preexistentes, gestação avançada, esportes de aventura e, às vezes, cancelamento de viagem e bagagem com valores baixos.

Regra prática. Cartão resolve bem viagens curtas de adultos saudáveis até 69 anos que pagaram a passagem com ele. Para viagens longas, idosos, gestantes, quem tem doença crônica, quem vai esquiar ou mergulhar, e para quem quer cobertura de cancelamento e bagagem, o seguro contratado à parte é mais completo e custa pouco.

Calculadora

O seguro do seu cartão basta para esta viagem?

Marque o que vale para a sua viagem. A calculadora diz se o seguro do cartão deve bastar e, para a Europa, estima quanto custaria um seguro à parte.

Estimativa para a Europa com base em cotações de mercado do fim de 2025 e começo de 2026 (R$ 15 a R$ 25 por dia, por adulto). Não é cotação. Pedir a cotação real pelo WhatsApp →

Quanto custa um seguro viagem?

O preço depende de destino, duração, idade e valor de cobertura. Em cotações de mercado do fim de 2025 e começo de 2026, planos para a Europa com cobertura médica entre US$ 30 mil e US$ 100 mil ficaram entre R$ 15 e R$ 25 por dia para adultos; dez dias saem por algo entre R$ 150 e R$ 250. América do Sul costuma custar menos; Estados Unidos, mais, porque o custo médico é maior. Acima dos 70 anos o preço sobe e algumas seguradoras limitam a idade; viagens longas têm planos anuais multiviagem que compensam a partir de duas ou três viagens por ano.

O que olhar além do preço: valor da despesa médica e hospitalar (30 mil euros é o piso para Europa; para os Estados Unidos, procure US$ 100 mil ou mais), repatriação, atendimento direto na rede (sem você pagar e pedir reembolso depois), cobertura de bagagem, cancelamento e doenças preexistentes, que algumas apólices cobrem em emergência até um limite.

O que a lei brasileira garante quando você precisa usar

Cinco erros comuns

  1. Confiar no cartão sem emitir o certificado. É o erro mais caro: a cobertura existe, mas não vale sem o documento emitido antes de viajar.
  2. Contratar o plano mais barato para os Estados Unidos. US$ 30 mil cobre pouco por lá.
  3. Não declarar doença crônica. Se a apólice cobre preexistência em emergência, você precisa que ela esteja registrada; se não cobre, vale saber antes.
  4. Deixar para comprar no aeroporto. Planos de balcão custam mais e cobrem menos; a contratação on-line leva minutos.
  5. Esquecer a Argentina "porque é perto". Desde 2025 é o vizinho que mais pede o seguro na entrada.

Como a CMA ajuda

A CMA cota seguro viagem para qualquer destino, com cobertura adequada ao país (plano Schengen para a Europa, cobertura alta para os Estados Unidos, seguro de saúde válido para a Argentina) e envia a apólice por WhatsApp em minutos, com instruções de como acionar a central no exterior. Se a viagem for pela agência do nosso grupo, a CMA Viagens (Encontre Sua Viagem Salvador), o seguro já entra no pacote. E quem já tem o seguro do cartão pode mandar o guia de benefícios: a gente confere se ele basta para a sua viagem ou se vale complementar.

Perguntas frequentes

Seguro viagem é obrigatório para a Argentina?

Sim. Desde 29 de maio de 2025, o Decreto 366/2025 exige que estrangeiros comprovem seguro de saúde válido durante toda a estadia; a fiscalização é feita pela imigração e quem não tem pode ter a entrada negada. O atendimento gratuito nos hospitais públicos ficou restrito a emergências.

Brasileiro precisa de seguro viagem para a Europa?

Para quem entra sem visto, como os brasileiros a turismo por até 90 dias, não há exigência expressa na lei de fronteira, mas o agente pode pedir comprovação das condições da viagem e a prática é tratar o seguro como obrigatório, com cobertura mínima de 30 mil euros, que é o valor exigido de quem precisa de visto Schengen. Sem seguro, uma internação na Europa custa dezenas de milhares de euros.

O seguro do cartão de crédito vale como seguro viagem?

Em geral, sim, desde que a passagem (ou as taxas do bilhete em milhas) tenha sido paga com o cartão elegível e que você emita o certificado antes do embarque. Confira o valor da cobertura, o limite de dias por viagem, a idade máxima e as exclusões, como doenças preexistentes e esportes. Leve o certificado impresso: sem ele, não há atendimento.

Quanto custa um seguro viagem?

Depende do destino, da duração, da idade e do valor de cobertura. Em 2026, planos com cobertura médica na faixa de 30 mil euros para a Europa saem em torno de R$ 15 a R$ 40 por dia para adultos até 60 anos; América do Sul costuma ser mais barato e Estados Unidos, mais caro. Idosos e viagens longas pagam mais.

Seguro viagem é a mesma coisa que plano de saúde internacional?

Não. O seguro viagem cobre emergências durante a viagem, até o limite contratado, e em geral exclui tratamento de doenças preexistentes e consultas de rotina. É um seguro regulado pela SUSEP, com reembolso ou pagamento direto à rede, e segue o Código de Defesa do Consumidor.

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Fontes

  1. Argentina — Decreto 366/2025 (DNU), que exige seguro de saúde de estrangeiros durante a estadia (vigente desde 29/05/2025)
  2. União Europeia — Regulamento (CE) nº 810/2009 (Código de Vistos), art. 15: seguro médico de viagem com cobertura mínima de 30 mil euros para quem precisa de visto
  3. União Europeia — portal Travel Europe: ETIAS (situação, taxa e validade)
  4. Portal Consular do Itamaraty — exigências de entrada por país
  5. Mastercard Black — ampliação do seguro viagem para qualquer viajante e cobertura de US$ 175 mil (Passageiro de Primeira, 16/07/2025)
  6. Lei nº 15.040/2024 — Lei do Contrato de Seguro (prazos de regulação e pagamento, arts. 86 a 88)

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