Só cerca de 17% das residências brasileiras têm seguro, segundo a CNseg. A maioria das famílias acha que é caro, que é burocrático ou que "não vai acontecer comigo". Este guia mostra quanto o seguro residencial custa de verdade, o que ele cobre e o que fica de fora, responde às dúvidas mais buscadas no Google ("cobre vazamento?", "cobre alagamento?") e explica a diferença para o seguro do condomínio e o do banco.
Resposta curta
- Vale a pena na maioria dos casos: custa algumas centenas de reais por ano e cobre prejuízos de dezenas de milhares.
- O básico é incêndio, raio e explosão. Danos elétricos, roubo, vendaval e danos por água entram como coberturas adicionais, e são as mais usadas no dia a dia.
- As assistências contam: chaveiro, encanador e eletricista 24 horas costumam se pagar com um ou dois chamados.
- O seguro do condomínio não cobre o seu apartamento por dentro, nem os seus móveis e eletrodomésticos.
- Quem mora de aluguel também pode e deve contratar: o seguro incêndio exigido no contrato não protege os bens do inquilino.
Seguro residencial vale a pena?
A conta é simples: compare o que você paga por ano com o que teria de tirar do bolso se algo acontecesse amanhã. Um curto-circuito numa chuva forte pode queimar geladeira, TV e computador de uma vez. Um vazamento no apartamento de cima pode estragar teto, piso e móveis. Um arrombamento leva o que estiver à vista. E um incêndio, ainda que raro, pode custar o imóvel inteiro.
Diante disso, um seguro que custa o equivalente a uma pizza por mês costuma valer a pena. Ele faz ainda mais sentido para quem:
- tem eletrodomésticos e eletrônicos de valor, que sofrem com quedas e picos de energia;
- mora em casa, térrea ou com acesso fácil pela rua;
- mora em apartamento e quer se proteger de danos ao vizinho de baixo (e do vizinho de cima);
- trabalha em casa e depende do computador e da internet;
- tem casa de praia ou de veraneio, que fica fechada boa parte do ano;
- mora de aluguel e não quer arcar sozinho com os próprios bens ou com danos ao imóvel.
Quanto custa um seguro residencial?
Bem menos do que a maioria imagina. Em levantamento publicado pela Serasa, a média de gasto com seguro residencial citada pelo mercado ficou entre R$ 500 e R$ 600 por ano, cerca de R$ 42 a R$ 50 por mês. Nas simulações do mesmo levantamento, um apartamento de 70 m² em Salvador aparecia com plano básico por menos de R$ 13 por mês.
O preço muda conforme:
- o valor do imóvel e dos bens que você quer proteger;
- o tipo e o uso: casa ou apartamento, moradia habitual ou veraneio, se há atividade profissional no imóvel;
- a localização, inclusive o risco de alagamento e de roubo no bairro;
- as coberturas e os limites escolhidos, e as assistências incluídas;
- a franquia, quando existe, em coberturas como danos elétricos e vendaval.
Dá para pagar à vista ou parcelar em várias vezes sem juros na maioria das seguradoras. Os valores acima servem de referência; a cotação com os dados do seu imóvel é que dá o número real.
O que o seguro residencial cobre
Todo plano tem uma cobertura básica e você escolhe as coberturas adicionais, cada uma com um limite em reais.
Coberturas mais comuns do seguro residencial
| Cobertura | O que protege | Tipo |
|---|---|---|
| Incêndio, raio e explosão | Estrutura do imóvel e bens dentro dele | Básica |
| Danos elétricos | Eletrodomésticos, eletrônicos e instalação queimados por curto-circuito, pico ou queda de energia | Adicional |
| Roubo e furto qualificado | Bens levados com arrombamento, violência ou ameaça, e os danos causados na invasão | Adicional |
| Vendaval, granizo e fumaça | Telhado, janelas e estrutura danificados por ventos fortes, e o que estiver dentro | Adicional |
| Danos por água | Danos causados por vazamento súbito de cano, caixa d'água ou aparelho | Adicional |
| Alagamento e inundação | Danos causados pela entrada de água de chuva, conforme as regras da seguradora | Adicional |
| Responsabilidade civil familiar | Danos que você ou sua família causem a terceiros, como o vizinho de baixo | Adicional |
| Quebra de vidros | Vidros, espelhos e tampos quebrados acidentalmente | Adicional |
| Perda ou pagamento de aluguel | Aluguel de outro imóvel enquanto o seu é reparado depois de um sinistro coberto | Adicional |
Nomes, limites e regras variam entre seguradoras. Na cotação, confira o que está incluído e o limite de cada cobertura.
O seguro residencial cobre…? As dúvidas mais buscadas
Estas são as perguntas que mais aparecem no Google sobre o tema. A resposta vale para a maioria dos planos, mas a palavra final está sempre nas condições gerais da apólice.
O seguro residencial cobre…?
| Situação | Resposta | Observação |
|---|---|---|
| Raio | Sim | Faz parte da cobertura básica. |
| Aparelhos queimados por queda de energia | Sim, com danos elétricos | É uma das coberturas mais usadas; costuma ter franquia. |
| Roubo com arrombamento | Sim, com roubo e furto qualificado | Exige boletim de ocorrência e vestígios de arrombamento. |
| Furto sem vestígio | Em geral, não | Sumiço sem sinal de entrada forçada normalmente fica fora. |
| Notebook e celular | Depende | Dentro de casa, entram como bens nas coberturas contratadas. Fora de casa, só com seguro próprio, como o seguro celular ou o seguro para notebook e tablet. |
| Vazamento de cano | Sim, com danos por água | Cobre o dano causado por vazamento súbito, não o conserto do cano em si. |
| Infiltração | Em geral, não | Infiltração lenta, por desgaste ou falta de manutenção, é excluída. |
| Alagamento ou enchente | Só com cobertura específica | Algumas seguradoras excluem enchente de rio e áreas de risco. |
| Vendaval e queda de árvore | Sim, com vendaval | A queda de árvore sobre o imóvel costuma entrar quando causada por vento forte. |
| Queda de muro, desabamento | Depende | Coberto quando causado por evento previsto (vendaval, impacto de veículo); não por defeito de construção. |
| Rachaduras | Em geral, não | Problemas estruturais e de construção ficam fora. |
| Conserto de geladeira | Depende do plano | Alguns planos têm assistência para eletrodomésticos da linha branca. |
| Pintura e dedetização | Não como cobertura | Alguns planos oferecem esses serviços como assistência, com limites. |
| Dano ao apartamento do vizinho | Sim, com responsabilidade civil | Exemplo clássico: vazamento que atinge o andar de baixo. |
Assistências 24 horas: o que mais se usa
Muita gente contrata o seguro pelo risco grande e acaba usando, no dia a dia, as assistências: serviços prestados em casa, em geral com um número de chamados por ano e limite de valor por chamado. Os mais comuns são:
- chaveiro, quando você fica do lado de fora ou a fechadura quebra;
- encanador, para vazamentos e entupimentos;
- eletricista, para tomadas, disjuntores e falta de energia na casa;
- vidraceiro e cobertura provisória de telhado depois de um sinistro;
- nos planos mais completos, conserto de eletrodomésticos, instalação de chuveiro e ventilador, limpeza de caixa d'água e outros serviços.
Na comparação entre seguradoras, olhe quantos chamados cada assistência permite por ano e se ela vale para emergência ou também para pequenos reparos.
Seguro para apartamento: o seguro do condomínio não basta
O Código Civil (art. 1.346) obriga o condomínio a ter seguro de toda a edificação contra incêndio ou destruição. Esse seguro aparece na taxa de condomínio, e é aí que nasce a confusão: ele protege a estrutura e as áreas comuns do prédio, não o que é seu.
Ficam de fora do seguro do condomínio:
- móveis, eletrodomésticos, eletrônicos e roupas;
- armários planejados, pisos e acabamentos que você instalou;
- danos que você causar ao vizinho, como um vazamento que desce para o andar de baixo;
- assistências como chaveiro, encanador e eletricista.
Para apartamento, o seguro residencial costuma ser ainda mais barato que para casa, e a cobertura de responsabilidade civil familiar é a que mais faz diferença na convivência com os vizinhos.
Imóvel alugado: o seguro incêndio do contrato não protege o inquilino
Pela Lei do Inquilinato (art. 22, VIII), o seguro contra incêndio do imóvel é obrigação do proprietário, mas o contrato pode transferir esse custo ao inquilino, o que é o mais comum. Esse seguro protege o imóvel, ou seja, o patrimônio do dono. Os móveis e eletrodomésticos do inquilino, os danos elétricos e a responsabilidade por danos a terceiros não entram.
Quem mora de aluguel pode contratar um seguro residencial em nome próprio, mesmo sem ser o dono, e em muitos casos ele já atende à exigência de seguro incêndio do contrato. Vale confirmar com a imobiliária antes de contratar.
Seguro residencial do banco ou da corretora: o que muda
Muita gente compra seguro residencial pelo banco, oferecido no aplicativo ou pelo gerente. Não há nada de errado nisso, mas vale saber as diferenças:
- No banco, você vê em geral uma única seguradora, ligada àquele banco, com planos pré-montados.
- Na corretora, você compara várias seguradoras e monta as coberturas e os limites conforme o seu imóvel.
- No sinistro, a corretora acompanha o processo junto à seguradora e orienta a documentação, o que pesa justamente quando você mais precisa.
- Na renovação, a corretora pode recotar e trocar de seguradora se o preço subir demais.
Como cotar e escolher o melhor seguro residencial
- Faça um inventário rápido dos bens de maior valor e estime quanto custaria repor tudo.
- Escolha as coberturas pelo risco real: danos elétricos quase sempre; roubo para casas e andares baixos; danos por água e responsabilidade civil para apartamentos; alagamento se o bairro alaga.
- Ajuste os limites: um limite baixo demais para incêndio ou danos elétricos barateia o seguro, mas pode não cobrir o prejuízo.
- Compare as assistências: número de chamados por ano e serviços incluídos.
- Verifique as franquias e as exclusões de cada cobertura.
- Guarde notas fiscais e fotos dos bens principais: facilitam muito a indenização.
Como a CMA ajuda em Salvador
A CMA Corretora, franqueada Seguralta em Salvador, tem acesso a mais de 20 seguradoras que trabalham com seguro residencial, como Porto Seguro, Allianz, Tokio Marine, HDI, Mapfre, Zurich, Chubb, Sompo e Yelum. A gente compara as que fazem sentido para o seu imóvel, com coberturas, assistências e preço lado a lado, e acompanha você se precisar acionar o seguro. Para pedir uma cotação, veja também a página de seguro residencial em Salvador.
Perguntas frequentes
Seguro residencial vale a pena?
Na maioria dos casos, sim, porque o custo é baixo perto do prejuízo que ele cobre. O seguro custa algumas centenas de reais por ano, enquanto um incêndio, um curto-circuito que queima os eletrodomésticos ou um arrombamento podem custar dezenas de milhares. Além disso, as assistências de chaveiro, encanador e eletricista costumam se pagar com um ou dois usos.
Quanto custa um seguro residencial?
Depende do tamanho e do valor do imóvel, da localização, das coberturas e das assistências escolhidas. Planos básicos para apartamento podem sair por menos de R$ 20 por mês, e a média citada pelo mercado fica entre R$ 500 e R$ 600 por ano. O jeito certo de saber é cotar com os dados do seu imóvel.
O que o seguro residencial cobre?
A cobertura básica é incêndio, queda de raio e explosão. Os planos podem incluir danos elétricos, roubo e furto qualificado, vendaval, danos por água, responsabilidade civil familiar, quebra de vidros, perda de aluguel e assistências 24 horas, como chaveiro, encanador e eletricista.
Seguro residencial cobre infiltração ou vazamento?
Infiltração lenta, que vai se formando com o tempo por falta de manutenção, em geral não é coberta. Já o dano causado por um vazamento súbito, como o rompimento de um cano, costuma ser coberto quando o plano tem a cobertura de danos por água. Confira esse item nas condições antes de contratar.
Seguro residencial cobre enchente e alagamento?
Só quando o plano inclui a cobertura de alagamento ou inundação, que é adicional e não vem no básico. As regras variam por seguradora: algumas cobrem água de chuva que entra no imóvel e excluem enchente de rio ou imóveis em áreas de risco. Pergunte isso na cotação, principalmente em áreas sujeitas a alagamento.
O seguro residencial é obrigatório?
Para o morador, não. O que é obrigatório por lei é o seguro do prédio em condomínio, contra incêndio ou destruição (Código Civil, art. 1.346), pago pelo condomínio. Em contratos de aluguel, é comum o contrato exigir um seguro contra incêndio do imóvel, que é diferente do seguro residencial completo.
O seguro do condomínio cobre o meu apartamento?
Não cobre o que é seu. O seguro do condomínio protege a estrutura e as áreas comuns do prédio. Os seus móveis, eletrodomésticos, o acabamento interno e os danos que você causar ao vizinho dependem de um seguro residencial próprio.
Quem mora de aluguel pode contratar seguro residencial?
Pode. O seguro residencial não exige que você seja o dono: ele protege os seus bens e a sua responsabilidade como morador. Para o inquilino, é a forma de proteger os próprios móveis e eletrodomésticos, que o seguro incêndio exigido no contrato não cobre.
Quer saber quanto fica para a sua casa?
Diga se é casa ou apartamento, o bairro e se o imóvel é próprio ou alugado. A gente compara seguradoras do catálogo da Seguralta e mostra coberturas, assistências e preço lado a lado, sem compromisso.
Prefere que a gente chame?
Deixe seus dados e a CMA chama você no WhatsApp
Informe o bairro e o tipo de imóvel. A gente compara seguradoras e manda as opções com coberturas, assistências e preço lado a lado, sem compromisso.

CMA Corretora de SegurosFranquia oficial da rede Seguralta, com sede em Salvador e atendimento em todo o Brasil. Seguros, consórcio e financiamento, com cotação em mais de 50 seguradoras.
Fontes
- CNseg — Levantamento sobre o consumidor de seguros: 17% das residências têm seguro residencial (Revista Apólice, 13/07/2026)
- Serasa — Quanto custa um seguro residencial? (14/08/2025)
- Código Civil — Lei 10.406/2002, art. 1.346 (seguro obrigatório da edificação em condomínio)
- Lei do Inquilinato — Lei 8.245/1991, art. 22, VIII
- Revista Apólice — Seguro residencial cresce com eventos climáticos (07/04/2026)